quinta-feira, 20 de outubro de 2016 0 comentários

Abertura dos Jogos Escolares

Como não poderia ficar de fora do projeto, no dia 19 de outubro demos início oficialmente aos Jogos Escolares, com o desfile pela ruas da comunidade de Missão do Sahy. Teve até tocha olímpica!! Estiveram presentes o casal olímpico Allef e Kelly, do 6º ano A, os alunos atletas e os professores. Para finalizar, todos cantaram o Hino Nacional. Mais uma ação que movimentou a escola.


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Projeto Olimpíadas: a vez das paródias!

E o nosso projeto "Olimpíadas: Tecendo Relações" continua a todo vapor!!! No dia 14 de outubro foi finalizada mais uma etapa, a elaboração de paródias sobre a história da comunidade de Missão do Sahy. E, claro, os alunos foram bem criativos. Foram muitas as versões para o hit "Malandramente", mas a paródia vencedora foi feita usado a canção "Flor e o Beija-flor", cantada pela dupla Henrique e Juliano por base. Composta pelas alunas Heloísa, Stella, Luendy e Ana Letícia, do 6º ano A, a versão foi defendida com muita meiguice, delicadeza e beleza pelas compositoras. Foi Show!!
Mas as outras equipes também estão de parabéns pelo trabalho e esforço!!

Alunos aguardando as apresentações

Equipe Vencedora

Equipe representando o 9º ano

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016 0 comentários

Artigo: Equívoco ou Realidade?

A história e cultura de Missão do Sahy vista por ângulos diferentes, quem mora fora e quem mora dentro da comunidade: "Missão do Sahy é uma comunidade remanescente indígena, embora seja importante ressaltar que, com nenhum registro oficial de reconhecimento que faça ou estimule seus habitantes a reconhecer-se e assumir-se indígenas, sobretudo “alimentar” o sentimento de pertencimento"


Penso que assumir-se ou considerar-se indígena, especialmente acima do reconhecimento identitário, é assumir posturas e refirmar essa identidade em todas as esferas ou etapas da vida, em sua complexidade e diversidade. Isso quando o sujeito é reconhecido, identificado e sente-se pertencente a uma determinada etnia, que assegure através de dados oficiais e outros do gênero, essa identidade, não simplesmente dizer-se remanescente de maneira vaga, em meio a tantas controvérsias e incompatibilidades dos poucos registros que se tem sobre o passado indígena da comunidade, e as falhas memórias de um povo, tornando ainda mais difícil o reconhecimento das identidades, através de meios tão incipientes de pertencimento indígena, a não ser em seu sentido mais amplo, como sabemos das várias etnias que constituem o povo brasileiro.
O ser e reconhecer-se indígena independe do contexto escolar e sobretudo nos mais diversos e diferenciados aspectos ou culturas, permanecer e reconhecer-se indígena porque se é indígena, através de etnia reconhecida, oficializada, legítima e não simplesmente por “achar", sem certeza, sem oficialidade, sem comprovação, isso torna o processo identitário de pertencimento mais lento, quando não, em desacreditado.
Missão do Sahy é uma comunidade remanescente indígena, embora seja importante ressaltar que, com nenhum registro oficial de reconhecimento que faça ou estimule seus habitantes a reconhecer-se e assumir-se indígenas, sobretudo “alimentar” o sentimento de pertencimento.
Essas questões ainda precisam ser estudadas, aprofundadas e acima de tudo comprovadas a fim de que seus  habitantes conheçam sua história, suas raízes e sua cultura fortalecendo assim a aquisição e apropriação de conhecimentos relevante. E que não somente o estudante da comunidade conheça ou entenda sua própria história para sentir-se parte dela, mas  deve ser imperioso a socialização e o compartilhamento de saberes com toda a comunidade, das gerações mais antigas às mais jovens.
A escola é ainda o único espaço onde se discutem essas questões ou problemáticas, do reconhecimento e pertencimento indígena na referida comunidade. Refiro-me a problema porque se torna mais difícil admitir, ao meu ver, uma identidade indígena, somente através de registros ou relatos de memórias por alguns dos moradores mais antigos de Missão do Sahy, e quando não raro, esses relatos são proferidos e acompanhados de alguns adjetivos:  vazios, imprecisos ,incipientes e incompatíveis com alguns dos também raros e imprecisos registros oficias.
Esses desencontros de maneira negativa contribuem para o retardamento do processo de reconhecimento e pertencimento indígena da comunidade, uma vez que esta já existe há bastante tempo, sendo compreensível (ou não) o enfraquecimento desse processo de busca de resgate cultural.
A cultura vivida na comunidade, não se reporta ou não contém traços perceptíveis de cultura indígena, mas assemelha-se normalmente a outras culturas de outros lugares (a cultura de massa), e que não são  objetivamente a cultura indígena, como muitos supõem, fator que comprova a perda do seu patrimônio cultural indígena e sua verdadeira negação.
As questões referentes ao índio na escola, é trabalhado  em seu contexto amplo e geral, fazendo uma integração ou ligação com a história da comunidade, uma vez que não se dispõe de nenhuma material histórico e concreto oficial para se trabalhar esta cultura e memória indígenas locais, a não ser os vestígios de memórias, relatados por pessoas mais antigas da comunidade.
Penso que trabalhar a cultura indígena, assim como a cultura africana, deve ser vista de outra forma, por outro ângulo, socializada, integrada com a história geral e do Brasil, pois na maior parte das vezes parece ainda ser tratada com distinção, separadamente, e esta segregação no ensino/aprendizagem destas culturas parece ser incoerente, se formos pensar a partir da origem e da constituição do povo brasileiro.
Entendo a temática do trabalho indígena, independentemente de temática transversal ou “Imposição de Currículo”, mas a partir da necessidade, da pertinência de se trabalhar essas questões independentemente repito, de série ou datas comemorativas. A importância do trabalho com estas temáticas /Culturas, não deve ter tempo ou data especifica, nem mesmo local, como sendo somente a escola, mas é importante sobretudo a discussão em outros espaços também, por tratar de assuntos tão importantes e atuais.
É importante salientar ainda, que estas devem ser trabalhadas no tempo em que houver necessidade, e não de maneira isolada, somente nas aulas de História e Cultura Afro se tornado  até  fragmentado esse processo, mas em todas as disciplinas há sim a possibilidade de se trabalhar estas temáticas, de maneira inter e  transdisciplinar .
O negro, o índio e o branco  culturas precisam ser conhecidas, descobertas e constatadas de maneira mais profunda e responsável de forma que não reforce preconceitos, mas que fortaleça e promova mais igualdade, conhecendo para eliminarmos conceitos pré-estabelecidos que as vezes temos com o negro e o indígena.
Quanto à obrigatoriedade de se trabalhar a disciplina Cultura Afro, a nossa escola já contempla e cumpre a lei, embora ainda não disponha de subsídios e meios afins para se trabalhar essa disciplina, bem como material necessário e outros recursos, dispomos de meios tecnológicos(alguns) e internet como único recurso para estudar e trabalhas essa disciplina.
Em relação à formação do professor, penso que deve ser contínua, não somente nesta disciplina, mas em todas as outras. O hábito e o prazer pela leitura, estudo e descoberta de novos  fazeres e saberes é condição indispensável para qualquer educador que se coloca no campo da escola, na transmissão e mediação do conhecimento.
Curso específico nenhum capacitará plenamente o professor, será sempre subsídio, bagagem, uma vez que, o conhecimento se adquire de várias formas e por vários meios, sobretudo na interação aluno/professor, ensino/aprendizagem.
Todo tema ou questão de relevância universal/ social, deve ser travado, discutido, esclarecido para instrumentalizar o aluno, de forma que capacite-o a agir com sensibilidade e coerência diante  de tantos embates sociais.
A escola discute a sociedade, estuda as suas formas, relações, posições, para assim, “conscientizar” e auxiliar o aluno a se posicionar, olhar de maneira crítica o mundo a sua volta para se posicionar da maneira que lhe for conveniente e (dependendo do seu senso), a saber adentrar, opinar, e situar-se em uma sociedade, da qual também faz parte e também é protagonista.
Sendo assim, é neste aspecto que se discute temas de relevância social, para que de posse deste conhecimento, do entendimento do que se esta por trás de cada ideologia, compreender e posicionar-se de maneira que não contribua para a alienação do sujeito, valorizando outras culturas em detrimento da sua, mas que sinta-se pertencente e orgulhoso, por conhecer  e valorizar a sua própria respeitando as demais.
É importante um trabalho voltado para a comunidade de Missão do Sahy, que perpasse o currículo escolar, pois esta história cultural vai além dos muros da escola e não é somente nela que se discute ou se  deve trabalhar.
A identidade indígena não é assumida na escola, porque ainda não é assumida antes, na própria comunidade e a escola está dentro da comunidade, sendo assim relevante um trabalho voltado para a comunidade para que esta, esclarecida e fortalecida, contribua com o trabalho da escola e vice-versa, que a escola assim contribua com a comunidade.
Espera-se com isso, com os vários e múltiplos diálogos e conhecimentos que se possa adquirir a partir da história local, colaborar de maneira direta, concreta, com a formação não só dos alunos, mas de todos os habitantes. Lutar, conhecer coletivamente para que fortalecidos possam legitimar o reconhecimento e o sentimento de  pertencimento identitário indígena, fatores que cooperarão significativamente para a educação e emancipação da comunidade.
O cidadão conhecedor de sua história, de suas raízes, certamente ultrapassará os muros da escola, se capacitará para sair da teoria e adentrar na sociedade de maneira prática, concreta, atuante e crítica.

Por Maria de Fátima Souza Oliveira Freitas, pedagoga, especialista em Educação do Campo e Pedagogia Histórico-Crítica.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016 0 comentários

Casal Olímpico

Nas próximas semanas serão realizados em nossa escola os Jogos Interclasse, como parte de nosso Projeto: "Olimpíadas: Tecendo Relações". E já foi escolhido o casal mais bonito da escola para representar esse espírito de competições. Os alunos do 6º ano A Allef Malta e Kelly Nobre. Olhem só a beleza dos dois:



Show de Bola!!!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016 0 comentários

Encerramento da 1ª fase do projeto

No dia 02.09.2016 ocorreu na escola a finalização da primeira etapa do projeto "Olimpíadas: Tecendo Relações". Nas semanas anteriores, os professores trabalharam com os estudantes o tema "Lixo eletrônico" e o resultado dessas discussões foi a produção e apresentação de cartazes, sendo quatro em cada turma.







Dos 20 cartazes produzidos, será escolhido o melhor. Este irá participar da fase final do projeto.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016 0 comentários

Abertura projeto Olimpíadas

No dia 25 de agosto de 2016 ocorreu a abertura do projeto "Olímpiadas: Tecendo relações"  que será desenvolvido na Escola Municipal Antônio Bastos de Miranda. O objetivo principal é incentivar a leitura e escrita, consideradas habilidades essenciais para o desenvolvimento das múltiplas aprendizagens. Na ocasião, os alunos do período matutino (6º ao 9º anos) foram convidados a visitar as salas temáticas de Vídeo, Poesias e Crônicas, Dança e Música que continham trabalhos já desenvolvidos por eles.
Confira abaixo algumas fotos do evento:







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